As refinarias precisam extrair valor de todos os produtos e subprodutos gerados no processo de refino. Nesse cenário, o betume tem grande relevância, pois resulta da destilação a vácuo do petróleo bruto e pode ser utilizado em aplicações como asfalto, estradas, pistas, estacionamentos, telhados e outras soluções da construção civil. No entanto, para transformar esse potencial em valor, a planta precisa monitorar qualidade, consistência e conformidade por meio de amostras confiáveis.
A coleta de amostra de fluidos de alta viscosidade exige mais atenção do que a amostragem de líquidos leves. Isso ocorre porque fluidos viscosos tendem a solidificar quando não permanecem na temperatura adequada. No caso do betume, ele normalmente flui entre 204 °C e 260 °C, uma faixa que exige proteção ao operador, controle térmico e um sistema capaz de evitar obstruções.
Por isso, uma solução de amostragem não deve atuar apenas como um ponto de retirada do processo. Ela precisa preservar a representatividade da amostra, reduzir a exposição do operador, facilitar a rotina de coleta e manter o fluido em condições adequadas até o recipiente final.
Sumário
O que torna a amostragem de fluidos viscosos mais crítica
Fluidos de alta viscosidade podem comprometer a coleta quando o sistema possui trechos longos, pontos frios, excesso de conexões ou componentes que favorecem retenção de produto. Além disso, a perda de temperatura pode causar solidificação, entupimento e necessidade de intervenção operacional.
Por esse motivo, o projeto precisa considerar aquecimento, isolamento, trajetória do fluido, purga, bloqueio e tipo de recipiente. Em refinarias, essa decisão afeta diretamente a segurança da equipe e a confiabilidade da análise. Afinal, uma amostra alterada por resfriamento, contaminação ou retenção de material não representa corretamente a condição do processo.
Nesse contexto, os Sistemas de Coleta de Amostras Swagelok auxiliam no processo de coleta de gases e líquidos de forma consistente, segura e confiável. Em nosso material técnico dividimos esses sistemas em duas categorias principais: Módulo de Coleta de Gases, GSM, e Módulo de Coleta de Líquidos, GSL.
Módulo de Coleta de Líquidos GSL: quando utilizar
Para fluidos de alta viscosidade em refinarias, o Módulo de Coleta de Líquidos GSL é o produto que mais se encaixa. Ele foi desenvolvido para coletar amostras líquidas de maneira confiável, consistente e segura, utilizando frascos de vidro ou plástico para amostras não pressurizadas.
Na prática, o GSL deve ser considerado quando a amostra líquida pode ser coletada em frasco sem necessidade de manter pressão. Ele se aplica a líquidos de processo, correntes intermediárias, produtos finais e pontos em que o objetivo principal é enviar uma amostra representativa para análise em laboratório.
Também há diferentes configurações para os módulos de líquidos, incluindo versões com ou sem agulha, com fluxo contínuo ou não, com purga reversa e com coleta de volume fixo.
Essas variações permitem adaptar o painel ao nível de criticidade da aplicação, ao tipo de recipiente utilizado e à necessidade de reduzir resíduos no sistema.
Coleta com volume fixo: por que esse recurso importa
A coleta com volume fixo pode ser importante quando a refinaria precisa padronizar o volume enviado ao laboratório, reduzir variações entre operadores e evitar excesso de amostra em recipientes. Em fluidos viscosos, esse controle contribui para uma coleta mais previsível, especialmente quando o produto apresenta temperatura elevada ou maior dificuldade de escoamento.
Além disso, um volume previamente definido reduz manipulações desnecessárias. Consequentemente, a equipe diminui a exposição ao fluido quente e simplifica o procedimento de amostragem. Esse recurso faz sentido em rotinas repetitivas, pontos de coleta frequentes e aplicações que exigem maior padronização operacional.
Purga reversa e fluxo contínuo: onde esses recursos fazem diferença
A purga reversa ajuda a remover resíduos da linha de amostragem e pode contribuir para reduzir contaminação entre coletas. Em fluidos viscosos, esse recurso ganha destaque porque resíduos podem aderir às superfícies internas e afetar a próxima amostra. Por isso, a purga deve ser analisada sempre que o processo exige maior confiabilidade analítica ou quando a linha pode acumular material.
Já o fluxo contínuo pode ser indicado quando a planta precisa manter a amostra sempre renovada no painel. Dessa forma, o operador reduz o risco de coletar fluido estagnado ou não representativo. Esse recurso se torna relevante em processos com variações de composição, mudanças de temperatura ou necessidade de resposta analítica mais rápida.
Módulo de Coleta de Gases GSM: quando não é líquido em frasco
Embora o nosso artigo trate de fluidos de alta viscosidade, vale contextualizar o Módulo de Coleta de Gases GSM porque refinarias também lidam com gases e gases liquefeitos em diferentes etapas do processo. O GSM utiliza cilindros metálicos para conter amostras pressurizadas e foi projetado para coleta segura e representativa de gases e gases liquefeitos.
Esse módulo deve ser utilizado quando a amostra precisa permanecer pressurizada para preservar sua condição representativa. As configurações dos painéis GSM consideram fase da amostra, gás ou líquida, presença ou ausência de purga de gás inerte e operação com fluxo contínuo ou não.
Portanto, enquanto o GSL se encaixa melhor para líquidos não pressurizados coletados em frascos, o GSM atende aplicações em que o recipiente correto é um cilindro metálico e a pressão faz parte da integridade da amostra.
Cilindros para Coleta de Amostras GSC: especificação e uso
Os Cilindros para Coleta de Amostras GSC complementam os sistemas GSM e, também, podem ser solicitados separadamente.
A personalização dos cilindros pode incluir vários volumes, engates rápidos, alças de transporte, tubo pescador, ligas exóticas, disco de ruptura, revestimentos especiais, bypass para purga e gravação a laser.
Essas opções ajudam a adequar o cilindro ao tipo de amostra, à pressão, à segurança da operação, à rastreabilidade e à rotina de transporte até o laboratório. Em aplicações com gases, gases liquefeitos ou amostras que exigem contenção pressurizada, o cilindro deixa de ser apenas um recipiente e passa a ser parte essencial da confiabilidade analítica.

Como selecionar entre GSL, GSM e GSC
A sua seleção começa pela fase da amostra. Se a aplicação envolve líquido não pressurizado e coleta em frasco, o caminho mais provável é o GSL. Se a amostra envolve gás ou gás liquefeito e precisa permanecer pressurizada, o sistema GSM deve ser considerado. Por sua vez, o GSC entra como cilindro de coleta obrigatório nos sistemas GSM ou como item separado quando a planta precisa de conjuntos de cilindros específicos.
Em seguida, avalie se o sistema precisa de fluxo contínuo, purga, purga reversa ou volume fixo. Também considere temperatura, viscosidade, compatibilidade de materiais, segurança do operador, frequência de coleta e forma de envio da amostra para análise. Essa avaliação explica por que duas aplicações aparentemente parecidas podem exigir painéis diferentes.
Amostragem segura começa na especificação
Os Sistemas de Coleta de Amostras Swagelok oferecem benefícios importantes para plantas que trabalham com fluidos críticos.
A coleta de amostra de fluidos de alta viscosidade em refinarias exige controle técnico desde o projeto. Temperatura, viscosidade, pressão, recipiente, purga e segurança do operador precisam entrar na mesma análise. Caso contrário, o sistema pode gerar amostras pouco representativas, obstruções recorrentes ou riscos desnecessários para a equipe.
Por isso, caso ainda tenha sobrado dúvidas ou queira uma consultoria e atendimento personalizado, entre em contato agora mesmo com um dos nossos especialistas clicando aqui.
(11) 5080-8888
Orçamento
